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terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Presenca Holandesa no Nordeste do Brasil Colonial

Invasões holandesas no Brasil

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Invas%C3%B5es_holandesas_no_Brasil


Invasões holandesas é o nome normalmente dado, na historiografia brasileira, ao projeto de ocupação da Região Nordeste do Brasil pela Companhia Holandesa das Índias Ocidentais (W.I.C.) durante o século XVII.
As invasões holandesas foram o maior conflito político-militar da colônia. Embora concentradas no atual Nordeste, não se resumiram a um episódio regional. Fizeram parte do quadro de relações internacionais entre os Estados europeus: foi uma luta pelo controle do açúcar, bem como das fontes de suprimento de escravos. Houve duas frentes interligadas, embora distantes: Brasil e África.
A resistência foi caracterizada por um esforço financeiro e militar baseado em recursos locais e externos. Os recursos levantados na colônia representaram dois terços dos gastos entre 1630 e 1637, com tropas majoritariamente europeias; e quase a totalidade do gasto entre 1644 e 1654, com tropas mormente pernambucanas.
Embora não aceito por alguns, pode-se falar no surgimento de um sentimento de nacionalismo brasileiro. A Batalha dos Guararapes resultou na vitória do "exército patriota", integrado por combatentes das três raças dominantes. Porém, a resistência, com certeza, foi um marco do nativismo.

História

Antecedentes


Império colonial holandês com as possessões da Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais assinaladas a verde escuro.
O conflito iniciou-se no contexto da chamada Dinastia Filipina ("União Ibérica", no Brasil), período que decorreu entre 1580 e 1640, quando Portugal e as suas colônias estiveram inscritos entre os domínios da Coroa da Espanha.
À época, os neerlandeses lutavam pela sua emancipação do domínio espanhol. Apesar de algumas províncias terem proclamada a sua independência em 1581, a República das Províncias Unidas, com sede em Amsterdã, apenas teve a sua independência reconhecida em 1648, após o acordo de paz de Münster, quando se efetivou a sua separação da Espanha.
Durante o conflito, uma das medidas adotadas por Filipe II de Espanha foi a proibição do comércio espanhol com os portos neerlandeses, o que afetava diretamente o comércio do açúcar do Brasil, uma vez que os neerlandeses eram tradicionais investidores na agromanufatura açucareira e onde possuíam pesadas inversões de capital.
Diante dessa restrição, os neerlandeses voltaram-se para o comércio no oceano Índico, vindo a constituir a Companhia Neerlandesa das Índias Orientais (1602), que passava a ter o monopólio do comércio oriental, o que garantia a lucratividade da empresa.
O sucesso dessa experiência levou à fundação da Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais (1621), a quem os Estados Gerais (seu órgão político supremo) concederam o monopólio do tráfico e do comércio de escravos, por vinte e quatro anos, nas Américas e na África. O maior objetivo da nova Companhia, entretanto, era retomar o comércio do açúcar produzido na Região Nordeste do Brasil.

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Joao Mauricio de Nassau

João Mauricio de Nassau

https://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Maur%C3%ADcio_de_Nassau

João Maurício de Nassau

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Disambig grey.svg Nota: Para Maurício de Orange-Nassau, veja Maurício, príncipe de Orange.
João Maurício de Nassau
Príncipe de Nassau-Siegen
CasaCasa de Orange-Nassau
Nome completo
João Maurício de Nassau-Siegen
Johan Maurits van Nassau-Siegen (neerlandês)
Johann Moritz von Nassau-Siegen (alemão)
Nascimento17 de junho de 1604
 DillenburgAlemanha
Morte20 de dezembro de 1679 (75 anos)
 ClevesAlemanha
EnterroClevesAlemanha
PaiJoão VII de Nassau
João Maurício de Nassau-Siegen (em neerlandêsJohan Maurits van Nassau-Siegen; em alemãoJohann Moritz von Nassau-SiegenDillenburg17 de junho de 1604 – Cleves20 de dezembro de 1679), cognominado "o Brasileiro", foi conde e (após 1674) príncipe de Nassau-Siegen, um Estado do Sacro Império Romano-Germânico e mais tarde da Confederação Germânica, localizado nas cercanias das cidades de Wiesbaden e Coblença.
Filho do conde João VII de Nassau, casado em segundas núpcias com Margarida de Holstein, princesa de Holstein-Sonderburg, filha do duque de Schleswig-Holstein e de uma princesa da dinastia de Brunswick, João Maurício foi o décimo-terceiro filho de seu pai, mas o primogênito do segundo casamento.

Biografia

Infância e juventude

Maurício de Nassau em Cleves (Alemanha), onde faleceu aos 75 anos.
Pouco se sabe da sua infância, passada em Siegen. Nasceu no Castelo de Dillemburg, cidade do condado de Nassau, na Alemanha[1]. Recebeu boa educação nas Universidades da Basileia, onde chegou aos 10 anos, famosa desde os tempos de Erasmo, e de Genebra — importantes centros calvinistas no século XVII.[2] Em Genebra, o rigor da época de Calvino estava atenuado pela presença de Teodoro de Bèze, grande teólogo protestante. Em 1616 ingressou no Collegium Mauritianum, criado por seu cunhado Maurício de Hesse-Kassel para filhos da nobreza protestante, participando da vida da corte da landgravina, sua meia-irmã Juliana.

Carreira militar

A sua formação protestante, além dos laços de parentesco com famílias nobres neerlandesas, levaram-no a ingressar, em 1621, na carreira militar a serviço dos Países Baixos, à época da guerra dos Trinta Anos, contra a Espanha. Muito cedo obteve um primeiro posto como alferes de cavalaria.
Foi cavaleiro da Ordem de São João, ligado à Bailia de Brandenburgo — a parte da Ordem que se filiou à Reforma Protestante. Aliás, é frequentemente retratado tendo em seu peito a cruz de oito pontas ou de São João (Cruz de Malta), símbolo da ordem.
Fez a campanha militar de Breda (1625), para retomar a cidade aos espanhóis; a fase de reconquista das praças-fortes estratégicas, ao longo dos rios, iniciou-se em 1626, uma vez que, com a crise em Mântua, a Espanha para ali deslocou tropas. A reviravolta se deu em 1629, quando os neerlandeses ocuparam 's-Hertogenbosch. Desde 1626 fora promovido a capitão e, em 1629 a coronel. Em 1632 foi tomada Maastricht e Nassau distinguiu-se no cerco que culminou com a conquista de Nieuw Schenckenschans, numa ilha do rio Reno (1636), confirmando o seu prestígio e experiência militares. A vitória teve repercussão e tornou seu nome respeitado. O conflito prosseguiu até 1648, quando pela Paz de Münster a Espanha reconheceu a independência da República, que prometeu respeitar a soberania espanhola ao sul de sua fronteira meridional.

O interesse artístico

A Mauritshuis.
Data desse período a predileção de Nassau pelo convívio com artistas e homens de letras. Frederico Henrique de Orangestadhouder desde 1625, filho de uma Coligny, neto do chefe protestante que patrocinou a França Antártica, casado com a condessa alemã Amélia de Solms-Braunfels, tinha pretensões dinásticas e mantinha uma corte aristocrática na República burguesa. Nela brilhava, por exemplo, Constantino Huygens, figura renascentista, incentivador da carreira de Rembrandt, um dos animadores de um círculo que, nas cercanias de Amsterdã, contava com Joost van den Vondel, o poeta nacional dos Países Baixos, o humanista Caspar Barlaeus, que sob o nome latinizado de "Barlaeus" escreveu mais tarde a história do governo de Nassau no Brasil.
Em 1632 Nassau, entusiasta da arquitectura, começou a construir a luxuosa Mauritshuis, em Haia, projeto do famoso arquitecto Jacob van Campen, seguidor do estilo italiano de Palladio. Na execução desta obra veio a comprometer os seus recursos, pois as despesas ascenderiam a meio milhão de florins.

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