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terça-feira, 17 de julho de 2012

Analfabetismo funcional afeta ensino superior

Analfabetismo funcional afeta ensino superior

Fontes: http://www.ipm.org.br
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http://livroerrante.blogspot.com.br/2012/07/analfabetismo-funcional-afeta-ensino.html


Entre os estudantes do ensino superior no País, 38% não dominam habilidades básicas de leitura e escrita
, segundo o Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf), divulgado pelo Instituto Paulo Montenegro (IPM) e pela ONG Ação Educativa. 

O indicador reflete o expressivo crescimento de universidades de baixa qualidade. 

Criado em 2001, o Inaf é realizado por meio de entrevista e teste cognitivo aplicado em uma amostra nacional de 2 mil pessoas entre 15 e 64 anos. 

O indicador classifica os avaliados em quatro níveis diferentes de alfabetização: plena, básica, rudimentar e analfabetismo. 

Aqueles que não atingem o nível pleno são considerados analfabetos funcionais, ou seja, são capazes de ler e escrever, mas não conseguem interpretar e associar informações. 


Segundo a diretora executiva do IPM, Ana Lúcia Lima, a pesquisa reforça a necessidade de investimentos na qualidade do ensino, pois o aumento da escolarização não foi suficiente para assegurar aos alunos o domínio de habilidades básicas de leitura e escrita.


 “A primeira preocupação foi com a quantidade, a inclusão de mais alunos nas escolas”, diz Ana Lúcia. 

 “Porém, o relatório mostra que já passou da hora de se investir em qualidade.” 

Segundo dados do IBGE e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), 30 milhões de estudantes ingressaram nos ensinos médio e superior entre 2000 e 2009. 


Para a diretora do IPM, o aumento foi bom, pois possibilitou a difusão da educação. 

Mas a qualidade do ensino caiu por conta do crescimento rápido.
 
Para a coordenadora-geral da Ação Educativa, Vera Masagão, o indicativo reflete a “popularização” do ensino superior sem qualidade. 


“No mundo ideal, qualquer pessoa com uma boa 8ª série deveria ser capaz de ler e entender um texto ou fazer problemas com porcentagem.” 

Entre pessoas de 50 a 64 anos, o índice de analfabetismo funcional atinge 52%. 


Segundo o cientista social Bruno Novelli, isso ocorre porque, quando essas pessoas estavam em idade escolar, a oferta de ensino era ainda menor.