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terça-feira, 12 de março de 2013

Dor na Coluna Sintoma de Hérnia de Disco


Dor na Coluna Sintoma de Hérnia de Disco
O que é Hérnia de disco ?













hérnia de disco consiste do deslocamento do conteúdo do disco intervertebral, no caso o núcleo pulposo, através de sua membrana externa chamada de anel fibroso (ânulo fibroso), aonde esse deslocamento geralmente ocorre em direção póstero-lateral.

Dependendo do volume do material herniado, poderá haver compressão e irritação da medula e das raízes nervosas, representada clinicamente pela dor irradiada para os membros sentida pelo paciente com hérnia de disco (Vialle LR, Vialle EN, Henao JES, Giraldo G, 2010).

hérnia de disco acontece após o aparecimento de rachaduras que se irradiam da parte mais central do anel fibroso em direção à periferia, dessa forma o anel torna-se mais fraco e fino, à medida que as fibras anelares afinam-se e o material nuclear projeta-se ultrapassado limites fisiológicos, apresenta-se o quadro de hérnia de disco.

 Esse processo é típico de uma degeneração de médio e longo prazo, mas também existe a possibilidade de que ocorra de forma abrupta, no caso de um trauma de grande impacto.














Classificação das Hérnias de Disco:
- No plano horizontal, a hérnia pode ser denominada focal, quando é menor do que 25%, ou de base larga, quando seu tamanho está entre 25% e 50% da circunferência total do disco.
- De acordo com seu tamanho em relação a sua base, protrusa ou extrusa. Protrusa é quando o tamanho da hérnia é menor que sua base, enquanto que na extrusa o tamanho da hérnia é maior que sua base.
- Quando extrusa pode ser seqüestrada, quando houve perda total de contato com o disco, ou migrada, quando o material não está no local de extrusão.
- A hérnia de disco pode está contida com a integridade do ânulo fibroso, ou não contida por nenhuma cobertura.
- De acordo com sua posição no interior do canal medular: central, posterolateral, foraminal ou extraforaminal. (Fardon DF, Milette PC. 2001)













Sintomas da Hérnia de Disco
Os pacientes apresentam dor na coluna acompanhada ou não de dor nos membros, como dor nos membros acompanhada ou não de dor na coluna.
O fenômeno doloroso pode vir acompanhado de perda de força e de sensibilidade no membro acometido. (Papel PR, Lauerman WC. 1997).

Os sinais e sintomas da hérnia de disco na coluna lombar são variados e incluem: dor na coluna lombar (lombalgia), dor e parestesia nos membros inferior (ciatalgia), dor lombar e no membro inferior (lombociatalgia), alteração de sensibilidade nos membros inferiores (disfunção sensitiva), déficit motor nos membros inferiores (alteração da força muscular), teste de estiramento do nervo ciático positivo (sinal de Lasegue), atrofia da musculatura profunda da coluna, alteração postural em decorrência da dor (postura antálgica) e diminuição da amplitude de movimento articular.
Com uma variedade de sinais e sintomas existentes, é de grande importância uma avaliação minuciosa e diferenciada para o estabelecimento de um prognóstico em decorrência de uma futura intervenção terapêutica (Righsso O, Falavigna A, Avanzi O. 2007; Falavigna A, Neto OR, Bossardi J. et al 2010; Vialle LR, Vialle EN, Henao JEN, Giraldo G 2010).

Causas da Hérnia de Disco

Muitos fatores podem contribuir para o surgimento da hernia de disco, tais como:
 permanecer por longos períodos na posição sentada com o tronco inclinado à frente,

 carregar objetos pesados com os braços estendidos na frente do corpo,

sofrer exposição à vibração por períodos prolongados como dirigir por diversas horas,

e a combinação da exposição à vibração com o ato repetido de levantar peso.

 As profissões que exigem uma posição com o tronco em inclinado anterior, sem o devido apoio para o tronco, tem mais facilidade em desenvolver uma lesão discal (Magnusson ML, Pope ML, Wilder DG, 1996; Negrelli WF, 2011).

O sedentarismo é uma causa de grande relevância, visto que com a diminuição da força dos músculos estabilizadores da coluna (transverso do abdômen e multífidos) pelo desuso, esses músculos perdem a sua função de proteção.

Os músculos estabilizadores são responsáveis por dissipar as forças de cargas compressivas que incidem sobre a coluna durante a sustentação do tronco, como também evitam o cisalhamento entre vértebras (movimentos alem do fisiológico).
Com mais compressão e tensão sobre disco temos mais chance de adquirir uma doença degenerativa no disco.


Entre fatores ocupacionais associados a um risco aumentado de dor lombar estão:
- Trabalho físico pesado
- Postura de trabalho estática
- Inclinar e girar o tronco freqüentemente
- Levantar, empurrar e puxar
- Trabalho repetitivo
- Vibrações
- Fatores Psicológicos e Psicossociais
(Adersson GBJ,1992)

Investigação diagnóstica
Deve ser realizada no paciente uma avaliação clínica minuciosa, e em seguida somar aos achados da avaliação clínica os dados encontrados no exame complementar (exames radiológicos de imagem). Os exames radiológicos utilizados são raios X simples da coluna, a tomografia computadorizada e a ressonância magnética.


Tratamento para Hernia de Disco
  • RMA da Coluna Vertebral
A Reconstrução Músculo-Articular da Coluna Vertebral (RMA da Coluna Vertebral) é um programa fisioterapêutico desenvolvido para promover a recuperação funcional e reabilitação de pacientes com hérnia de disco e lesões osteo-mio-articulares da coluna vertebral.
 O programa utiliza basicamente a união de três recursos terapêuticos:
1) As técnicas de Fisioterapia Manual.
2) Os recursos da Mesa de Tração Eletrônica e Mesa de Descompressão Dinâmica.
3) Exercícios de Estabilização Vertebral, Pilates e Fortalecimento Muscular Direcionado (Musculação).

O principal objetivo do RMA da Coluna Vertebral é devolver as condições fisiológicas (pré-lesão) de tensão do sistema miofascial e reequilibrar a função muscular, melhorar o grau de mobilidade articular dos segmentos em disfunção, diminuir a compressão no complexo disco-vértebras e facetas articulares devolvendo o espaço intervertebral para os nervos e gânglios nervosos, e fortalecer os músculos profundos e posturais da coluna vertebral através de exercícios terapêuticos específicos enfatizando o controle intersegmentar da coluna lombar, quadril, cervical e ombroEtapas do tratamento:

Dor nas costas: aprenda a respeitar sua coluna

Responsável pela sustentação e movimentação do corpo, a coluna vertebral une delicadeza e resistência. É delicada porque entre suas 33 vértebras passa a medula espinhal - estrutura sensível que funciona como canal de comunicação entre o cérebro e as demais partes do corpo. É resistente porque representa 40% do tamanho do ser humano e proporciona a flexibilidade e os movimentos realizados pelo corpo.

Para saber mais, clique em Mais informações, abaixo.

“A coluna é uma estrutura que tem de ser respeitada e utilizada adequadamente”, alerta José Goldenberg, autor do livro Coluna Ponto e Vírgula , especialista em doenças da coluna vertebral, professor livre-docente da Unifesp, reumatologista e membro do grupo de coluna do Einstein.

Segundo o reumatologista, 8 em cada 10 pessoas sofrem ou vão sofrer de dores na coluna ao longo da vida. E isso ocorre porque poucos têm a consciência corporal necessária para manter a postura correta.

As dores

É comum ouvir as pessoas queixarem-se de dor na coluna. Elas podem ser consequência de noites mal dormidas, vícios posturais e esforço acima do normal, entre outros “Em geral são passageiras. Mas, se forem intensas e repetitivas merecem a atenção de um especialista”, ensina o dr. Goldenberg.
Para facilitar a compreensão das dores e suas causas, foram divididas em três segmentos, correspondentes às partes da coluna:

  • lombar: localizada acima do quadril
  • dorsal: parte central das costas
  • cervical: fica entre a cabeça e o tronco
Dor lombar: está entre as dores que mais acometem o ser humano, perdendo apenas para a cefaleia. Atinge 80% da população adulta com menos de 45 anos. Chamada de lombalgia, afeta a coluna lombar e não é doença, mas um sintoma que pode ter mais de 50 causas diferentes.
Dor dorsal: menos frequente, apresenta características próprias. A dor acomete a região torácica posterior (região das costas).
Dor cervical: é caracterizada por dor e rigidez transitória na região entre o tronco e a cabeça e tem causas diversas. Costuma se manifestar mais em idosos, profissionais que executam atividades braçais ou que adotam vícios posturais.

As pessoas são muito mal orientadas em relação à coluna e seus problemas e não sabem como se cuidar

Ao longo do dia, quantas vezes é preciso sentar, levantar, entrar e sair do carro, carregar sacolas pesadas ou pegar algum objeto que caiu no chão?
Todas essas ações têm como protagonista a coluna. E cada vez que são realizadas de forma incorreta, prejudicam a postura e, consequentemente, a coluna. Esse desgaste, somado durante anos, pode resultar em problemas como a escoliose.

Há alguns fatores de risco que colaboram para causar dores na coluna:

  • Excesso de peso
    É o maior inimigo da coluna. Como explica o dr. Goldenberg em seu livro, ao aumentar 10 quilos do peso adequado, o risco para a coluna aumenta em 25%.
  • Sedentarismo
    A coluna agradece a prática de exercícios. Vários fatores fazem das atividades físicas grandes colaboradoras do corpo. Entre eles: fortalecimento muscular, aumento da flexibilidade e melhora da irrigação sanguínea das fibras musculares da região dorsal.
  • Carregar peso de forma excessiva
    Apoiar bolsas ou sacolas pesadas em um só lado do corpo pode agravar as dores na coluna.
  • Cigarro
    Tem substâncias que prejudicam a circulação sanguínea. A menor irrigação dos vasos nos discos vertebrais que protegem a coluna faz com que esses percam a maleabilidade. Como sua função é absorver os impactos que a coluna sofre no dia-a-dia, é como se ficássemos sem nosso “amortecedor” natural.
  • Idade
    É o único fator de risco que não pode ser alterado. As pessoas com mais de 60 anos têm mais chances de sofrerem de dores na coluna. O que pode ser feito é desenvolver a consciência corporal ao longo da vida.
  • Falta de consciência corporal
    Saber como levantar da cadeira e da cama, como se sentar adequadamente, como se vestir e até escovar os dentes e cortar os alimentos fazem parte da consciência corporal.
  • Reeducação Postural
    Adotar hábitos de vida saudáveis, como praticar atividades físicas, manter o peso adequado e não fumar colaboram para a saúde da coluna. Entretanto, boa parte das dores é causada por problemas de postura incorreta. Nesses casos, além dos hábitos saudáveis é preciso se valer da reedução postural.
Conheça as dicas dos especialistas em coluna do Einstein:

  • Sentar-se com conforto
    Apoie as costas no encosto da cadeira, de maneira que os joelhos fiquem acima do nível do quadril e os pés fiquem bem apoiados no chão. Se possível, use ainda apoio para os pés e prefira cadeiras com braços, pois não forçam a coluna e facilitam o ato de levantar.
  • Divisão de peso
    Na hora de carregar bolsas, malas e pacotes, divida os pesos igualmente nos dois lados do corpo. Levar tudo em um dos braços pode trazer complicações e dores na coluna.
  • Levantamento de objetos
    Para levantar qualquer objeto do chão, dobre os joelhos (fique de cócoras). Assim o peso será absorvido pelos músculos das pernas e não pela coluna vertebral. Jamais curve apenas as costas para alcançar e levantar qualquer objeto, mesmo os mais leves.
  • Entrar e sair do carro
    Tanto para entrar como para sair do automóvel fique sentado, gire as pernas e o tronco ao mesmo tempo (para dentro ao entrar; para fora ao sair do veículo). É importante evitar torcer as costas.
  • Máximo alcance
    Use banco ou escada sempre que o objeto estiver numa altura acima de sua cabeça. Nunca estique as pernas nem force a coluna para alcançar o que deseja.
  • Bem-vestido
    Vista as roupas sentado. Sua coluna agradece. Calçar meias e sapatos e mesmo vestir uma calça em pé, dobrando-se para frente, pode causar dores nas costas e na região lombar, devido à torção que a coluna precisa realizar.
  • Tratamentos
    É comum utilizar – e até abusar – de analgésicos, anti-inflamatórios e relaxantes musculares quando se trata de dores nas costas. Muitas vezes um desses medicamentos pode bastar para conter a dor. Entretanto, o indicado é sempre procurar um especialista: a dor pode esconder algum problema mais sério e, em todos os casos, descobrir sua origem é fundamental para evitar o agravamento da condição.
“As pessoas são muito mal orientadas em relação à coluna e seus problemas e não sabem como se cuidar”, afirma Dr Marcelo Wajchenberg , ortopedista, traumatologista e médico do protocolo de coluna do Einstein.
Preocupados com o alto índice de limitações e incapacidades que as doenças da coluna podem trazer à população, o Einstein está implantando um projeto voltado às pessoas que chegam ao hospital com dores na coluna.

 “Queremos garantir que os pacientes saiam bem orientados daqui, sabendo o que é necessário fazer para que a dor não volte”, explica Silvia Ferraz, enfermeira do projeto.

Parte desse trabalho de conscientização será fazer com que as pessoas entendam a importância de não se contentar só em fazer a dor parar num momento de crise. 

“Muitos pacientes tomam um remédio e, ao melhorar, não voltam para fazer o tratamento, que em alguns casos requer o acompanhamento de equipes especializadas em coluna e reabilitação”, alerta Silvia.

Publicada em fevereiro/2007
Atualizada em abril/2010