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sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Historia da Cremer Parte 1 de 4

História da Cremer Parte 1 – Seus primeiros anos

 






CREMER S/A



Autor: Delério Anselmo Oechsler
Professor Tutor externo: Morche Ricardo Almeida
Centro Universitário Leonardo da Vinci-UNIASSELVI
História / Licenciatura (HID 2011)
Práticas Educativas – módulo V – História e Desenvolvimento
2011 / 2

RESUMO


Com o intuito de contribuir para a utilização de análise documental em pesquisa, este texto apresenta o processo de uma investigação que objetivou a busca de documentos que originaram sua fundação em 1935, até o atual ano de 2011. Através dessas informações pôde-se relatar as etapas em que a empresa se desenvolveu, alguns dados estatísticos, os seus primeiros administradores e os primeiros produtos. Está sendo apresentado também a evolução tecnológica de seu maquinário, contribuindo para uma melhor qualidade de seus produtos, objetivando um melhor atendimento às exigências mercadológicas. Esta abordagem é tratada como uma história local, sendo um recorte da história regional (Indústrias Têxteis do Vale do Itajaí), permitindo-nos uma maior compreensão e um conhecimento do passado mais perto do nosso espaço.


Palavras-chave: Produtos de penso; Produção; Algodão.


1  INTRODUÇÃO


O presente trabalho refere-se à Cremer S.A., empresa estabelecida na Rua Iguaçu nº 291/363, no bairro Itoupava-Sêca, em Blumenau. Está sendo abordado as principais datas de sua evolução, mudança de razão social, bem como alguns fatos relevantes de sua trajetória dentro do ramo têxtil .

Este estudo é uma pesquisa documental e tem como objetivo apresentar os nomes e fotos dos primeiros dirigentes e acionistas, bem como as primeiras construções e prédios que acomodaram suas máquinas, seu pessoal operacional e administrativo.


2  ORIGEM DO NOME E SEUS PRIMEIROS ANOS

O surgimento da Werner Siegfried Cremer Sociedade Anônima (W. S. Cremer S. A .), no dia 30 de março de 1935, marcou uma nova fase no processo de industrialização da cidade de Blumenau. A então colônia contava com 41.158 habitantes e concentrava suas atividades na transformação de produtos agropecuários, já que predominava a produção agrícola.
Em 1915 foi inaugurada a Usina Salto, produzindo energia hidráulica, estimulando as pequenas indústrias então existentes, que beneficiavam algodão, fiavam e teciam. Tem-se então o início do fornecimento de produtos acabados para consumo, da então promissora indústria têxtil que se implantava na região. Estava definida a vocação industrial de Blumenau para o segmento têxtil.

Werner Siegfried Cremer era um imigrante alemão que havia se instalado em Porto Alegre após a I Guerra Mundial, o qual produzia material de penso, artigos têxteis para uso cirúrgico e hospitalar em sua pequena fábrica. Sua matéria prima (fio de algodão) provinha de Blumenau e os custos de transporte elevavam os preços dos produtos.

Um grupo de industriais, comerciantes e médicos blumenauenses, liderados por Alwin Schrader (Blumenau-26/12/1869, Alemanha-09/03/1945), convenceram Werner Siegfried Cremer a transferir sua pequena indústria para Blumenau. Formando uma nova sociedade, com a participação de mais 12 pessoas e um capital inicial de trezentos contos de réis, efetivaram a compra do terreno, construíram os primeiros prédios e adquiriram as primeiras máquinas.

Aos 30 dias do mês de março do ano de 1935, um grupo de pioneiros que visava o engrandecimento e o progresso de toda esta vasta região do Vale do Itajaí, decidiu estabelecer na cidade de Blumenau, uma fábrica de gaze e algodão para fins medicinais, como primeiro empreendimento nesse gênero em toda a América do Sul. Naquela época, todo o material de penso utilizado nos ambulatórios, farmácias e hospitais, era importado. Esses industriais, homens de larga visão e tirocínio comercial, depois de discutido o problema não tiveram dúvida e, com arrojo, decidiram instalar, no país, uma fábrica desses produtos (NOTICIÁRIO CREMER, 1969, n. 10, p.13).  

 As atividades produtivas tiveram início com 8 teares, dispondo de seção de urdideira, engomadeira de fios (rolos de urdume), confecção e expedição. O fio ainda era comprado de outras industrias da região. Em 1937, começou a funcionar a primeira fiação, completando assim todo o processo produtivo, partindo do algodão até o produto final. A parte administrativa estava composta por: Alwin Schrader como Diretor-Presidente, Max Victor Hering como Vice-Presidente, Werner Siegfried Cremer como Diretor-Gerente e João Schwuchow como Diretor-Contador.

O progresso da empresa começou a destacar-se, e em 11 de março de 1941, atendendo a exigências legais, a empresa teve sua razão social alterada para Fábrica de Gazes Medicinais Cremer S. A .

Em função do acentuado desenvolvimento da Fábrica, também no ramo têxtil, em decorrência da Assembléia Geral Ordinária, realizada em 17 de dezembro de 1968, passou a denominar-se “Cremer S. A . Produtos Têxteis e Cirúrgicos”.

A partir de 21 de março de 1995, passou a denominar-se “Cremer S. A.”, sendo regida pelo presente Estatuto e pela legislação em vigor. É controlada pelo Bank of América Merrill Lynch, tendo Luiz Serafim Spinola Santos como presidente do Conselho de Administração e José Alexandre Carneiro Borges como Diretor Presidente.

Continua em novo post na parte 2 de 4.