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domingo, 27 de janeiro de 2013

Alzheimer

Alzheimer


Mal de Alzheimer
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Mal_de_Alzheimer

Alzheimer
Aviso médico
Classificação e recursos externos


O Mal de Alzheimer foi descrito pela primeira vez em 1906 pelo psiquiatra alemão Alois Alzheimer
CID-10 G30, F00
CID-9 331.0, 290.1
OMIM 104300
DiseasesDB 490
MedlinePlus 000760

Nota: Este artigo é sobre a doença. Para o médico que deu o nome a doença, veja Alois Alzheimer.

O Mal de Alzheimer, Doença de Alzheimer (DA) ou simplesmente Alzheimer, é uma doença degenerativa atualmente incurável mas que possui tratamento. O tratamento permite melhorar a saúde, retardar o declínio cognitivo, tratar os sintomas, controlar as alterações de comportamento e proporcionar conforto e qualidade de vida ao idoso e sua família. Foi descrita, pela primeira vez, em 1906, pelo psiquiatra alemão Alois Alzheimer, de quem herdou o nome. É a principal causa de demência em pessoas com mais de 60 anos no Brasil e em Portugal, sendo cerca de duas vezes mais comum que a demência vascular, sendo que em 15% dos casos ocorrem simultaneamente.[1]Atinge 1% dos idosos entre 65 e 70 anos mas sua prevalência aumenta exponencialmente com os anos sendo de 6% aos 70, 30% aos 80 anos e mais de 60% depois dos 90 anos.[2]


Índice
1 Prevalência
2 Sintomas
2.1 Primeira fase dos sintomas
2.2 Segunda fase (demência inicial)
2.3 Terceira fase
2.4 Quarta fase (terminal)
3 Histopatologia
4 Fisiopatologia
5 Evolução
6 Prevenção
7 Tratamento
7.1 Medicamentos psiquiátricos
7.2 Novos tratamentos
7.3 Cuidadores
8 Custos sociais
9 Ver também
10 Referências
11 Ligações externas

Prevalência

No mundo o número de portadores de Alzheimer é cerca de 25 milhões, com cerca de 1 milhão de casos no Brasil[3] e cerca de 100 mil em Portugal.[4]

Existe uma relação inversamente proporcional entre a prevalência de demência e a escolaridade. Nos indivíduos com oito anos ou mais de escolaridade a prevalência é de 3,5%, enquanto que nos analfabetos é de 12,2%.[5]
Sintomas

As áreas mais afetadas são as associadas a memória, aprendizagem e coordenação motora

Cada paciente de Alzheimer sofre a doença de forma única, mas existem pontos em comum, por exemplo, o sintoma primário mais comum é a perda de memória. Muitas vezes os primeiros sintomas são confundidos com problemas de idade ou de estresse. Quando a suspeita recai sobre o Mal de Alzheimer, o paciente é submetido a uma série de testes cognitivos e radiológicos. Com o avançar da doença vão aparecendo novos sintomas como confusão mental, irritabilidade e agressividade, alterações de humor, falhas na linguagem, perda de memória a longo prazo e o paciente começa a desligar-se da realidade. Antes de se tornar totalmente aparente o Mal de Alzheimer vai-se desenvolvendo por um período indeterminado de tempo e pode manter-se não diagnosticado e assintomático durante anos.[6]

A evolução da doença está dividida em quatro fases.
Primeira fase dos sintomas

Os primeiros sintomas são muitas vezes falsamente relacionados com o envelhecimento natural ou com o estresse. Alguns testes neuropsicológicos podem revelar muitas deficiências cognitivas até oito anos antes de se poder diagnosticar o Mal de Alzheimer por inteiro. O sintoma primário mais notável é a perda de memória de curto prazo (dificuldade em lembrar factos aprendidos recentemente); o paciente perde a capacidade de dar atenção a algo, perde a flexibilidade no pensamento e o pensamento abstrato; pode começar a perder a sua memória semântica. Nessa fase pode ainda ser notada apatia, como um sintoma bastante comum. É também notada uma certa desorientação de tempo e espaço. A pessoa não sabe onde está nem em que ano está, em que mês ou que dia. Quanto mais cedo os sintomas forem percebidos mais eficaz é o tratamento e melhor o prognóstico.
Segunda fase (demência inicial)

Com o passar dos anos, conforme os neurônios morrem e a quantidade de neurotransmissores diminuem, aumenta a dificuldade em reconhecer e identificar objetos (agnosia) e na execução de movimentos (apraxia).

A memória do paciente não é afetada toda da mesma maneira. As memórias mais antigas, a memória semântica e a memória implícita (memória de como fazer as coisas) não são tão afetadas como a memória a curto prazo. Os problemas de linguagem implicam normalmente a diminuição do vocabulário e a maior dificuldade na fala, que levam a um empobrecimento geral da linguagem. Nessa fase, o paciente ainda consegue comunicar ideias básicas. O paciente pode parecer desleixado ao efetuar certas tarefas motoras simples (escrever, vestir-se, etc.), devido a dificuldades de coordenação.
Terceira fase

A degeneração progressiva dificulta a independência. A dificuldade na fala torna-se evidente devido à impossibilidade de se lembrar de vocabulário. Progressivamente, o paciente vai perdendo a capacidade de ler e de escrever e deixa de conseguir fazer as mais simples tarefas diárias. Durante essa fase, os problemas de memória pioram e o paciente pode deixar de reconhecer os seus parentes e conhecidos. A memória de longo prazo vai-se perdendo e alterações de comportamento vão-se agravando. As manifestações mais comuns são a apatia, irritabilidade e instabilidade emocional, chegando ao choro, ataques inesperados de agressividade ou resistência à caridade. Aproximadamente 30% dos pacientes desenvolvem ilusões e outros sintomas relacionados. Incontinência urinária pode aparecer.
Quarta fase (terminal)

Durante a última fase do Mal de Alzheimer, o paciente está completamente dependente das pessoas que tomam conta dele. A linguagem está agora reduzida a simples frases ou até a palavras isoladas, acabando, eventualmente, em perda da fala. Apesar da perda da linguagem verbal, os pacientes podem compreender e responder com sinais emocionais. No entanto, a agressividade ainda pode estar presente, e a apatia extrema e o cansaço são resultados bastante comuns. Os pacientes vão acabar por não conseguir desempenhar as tarefas mais simples sem ajuda. A sua massa muscular e a sua mobilidade degeneram-se a tal ponto que o paciente tem de ficar deitado numa cama; perdem a capacidade de comer sozinhos. Por fim, vem a morte, que normalmente não é causada pelo Mal de Alzheimer, mas por outro fator externo (pneumonia, por exemplo).
Histopatologia

Histopatologia da fase pré-senil das placas senis. A proteína beta-amilóide, que tem efeitos tóxicos sobre os neurônios.[7]

A base histopatológica da doença foi descrita pela primeira vez pelo neuropatologista alemão Alois Alzheimer em 1909, que verificou a existência juntamente com placas senis(hoje identificadas como agregados de proteína beta-amilóide), de emaranhados neurofibrilares (hoje associados a mutações e consequente hiperfosforilação da proteína tau, no interior dos microtúbulos do citoesqueleto dos neurónios). Estes dois achados patológicos, num doente com severas perturbações neurocognitivas, e na ausência de evidência de compromisso ou lesão intra-vascular, permitiram a Alois Alzheimer caracterizar este quadro clínico como distinto de outras patologias orgânicas do cérebro, vindo Emil Kraepelin a dar o nome de Alzheimer à doença por ele estudada pela primeira vez, combinando os resultados histológicos com a descrição clínica.

As placas senis têm o aspecto esférico e no centro há denso acúmulo de proteína beta-amilóide A/4 que é circundada por um anel formado de partículas de neurônios anormais, células microgliais e astrócitos reactivos. Além disso, conforme os neurônios criam nós em peças essenciais de sua estrutura interna, os microtúbulos retorcidos e emaranhados prejudicam o funcionamento da rede neural. A provável causa é um defeito no cromossoma 19, responsável pela produção de uma proteína denominada apolipoproteína E4 (ApoE4).[8]
Fisiopatologia

Perda de conexões entre neurônios, formação de emaranhados neurofibrilares e placas de amilóides são as principais características identificadas no Alzheimer

Segundo pesquisas recentes, o Alzheimer começa no tronco cerebral, mais especificamente numa área denominada núcleo dorsal da rafe, e não no córtex, que é o centro do processamento de informações e armazenamento da memória.[9]

Caracteriza-se clinicamente pela perda progressiva da memória. O cérebro de um paciente com a doença de Alzheimer, quando visto em necrópsia, apresenta uma atrofiageneralizada, com perda neuronal específica em certas áreas do hipocampo, mas também em regiões parieto-occipitais e frontais. O quadro de sinais e sintomas dessa doença está associado à redução de neurotransmissores cerebrais, como acetilcolina,noradrenalina e serotonina. O tratamento para o mal de Alzheimer é sintomático e consiste justamente na tentativa de restauração da função colinérgica, noradrenérgica e serotoninérgica.[10]

A perda de memória causa a estes pacientes um grande desconforto em sua fase inicial e intermediária. Já na fase adiantada não apresentam mais condições de perceber-se doentes, por falha da autocrítica. Não se trata de uma simples falha na memória, mas sim de uma progressiva incapacidade para o trabalho e convívio social, devido a dificuldades para reconhecer pessoas próximas e objetos. Mudanças de domicílio são mal recebidas, pois tornam os sintomas mais agudos. Um paciente com doença de Alzheimer pergunta a mesma coisa centenas de vezes, mostrando sua incapacidade de fixar algo novo. Palavras são esquecidas, frases são trocadas, muitas permanecendo sem finalização.
Evolução

A evolução da piora é em torno de 5 a 15% da cognição (consciência de si próprio e dos outros) por ano de doença, com um período em média de oito anos de seu início e seu último estágio. Com a progressão da doença passa a não reconhecer mais os familiares ou até mesmo a não realizar tarefas simples de higiene e vestir roupas. No estágio final necessita de ajuda para tudo. Os sintomas depressivos são comuns, com instabilidade emocional e choros. Delírios e outros sintomas de psicose são frequentes, embora difíceis de avaliar nas fases finais da doença, devido à total perda de noção de lugar e de tempo e da deterioração geral. Em geral a doença instala-se em pessoas com mais de 65 anos, mas existem pacientes com início aos quarenta anos, e relatos raros de início na infância, de provável cunho genético. Podem aparecer vários casos numa mesma família, e também pode acontecer casos únicos, sem nenhum outro parente afetado, ditos esporádicos.
Prevenção

O Alzheimer é quatro vezes mais comum em analfabetos do que em pessoas com mais de oito anos de estudo formal

Todos os estudos de medidas para prevenir ou atrasar os efeitos do Alzheimer são frequentemente infrutíferos. Hoje em dia, não parecem existir provas para acreditar que qualquer medida de prevenção é definitivamente bem sucedida contra o Alzheimer. No entanto, estudos indicam relações entre factores alteráveis como dietas, risco cardiovascular, uso de produtos farmacêuticos ou atividades intelectuais e a probabilidade de desenvolvimento de Alzheimer da população. Mas só mais pesquisa, incluídos testes clínicos, revelarão se, de facto, esses factores podem ajudar a prevenir o Alzheimer.

A inclusão de fruta e vegetais, pão, trigo e outros cereais, azeite, peixe, e vinho tinto, podem reduzir o risco de Alzheimer. Algumas vitaminas como a B12, B3, C ou a B9 foram relacionadas em estudos ao menor risco de Alzheimer, embora outros estudos indiquem que essas não têm nenhum efeito significativo no início ou desenvolvimento da doença e podem ter efeitos secundários. Algumas especiarias como a curcumina e o açafrãomostraram sucesso na prevenção da degeneração cerebral em ratos de laboratório.

O risco cardiovascular, derivado de colesterol alto, hipertensão, diabetes e o tabaco, está associado com maior risco de desenvolvimento da doença, e as estatinas (fármacos para fazer descer o colesterol) não tiveram sucesso em prevenir ou melhorar as condições do paciente durante o desenvolvimento da doença. No entanto, o uso a longo prazo de anti-inflamatórios não-esteroides (AINEs) está também associado à menor probabilidade de desenvolvimento de Alzheimer em alguns indivíduos. Já não se acredita que outros tratamentos farmacêuticos, como substituição de hormonas femininas, previnam a doença. Em 2007, estudo aprofundado concluiu que havia provas inconsistentes e pouco convincentes de que o ginkgo tenha algum efeito positivo em reduzir a probabilidade de ocorrência do Mal de Alzheimer.

Atividades intelectuais como ler, escrever com a mão esquerda, disputar jogos de tabuleiro (xadrez, damas, etc.), completar palavras cruzadas, tocar instrumentos musicais, ou socialização regular também podem atrasar o início ou a gravidade do Alzheimer. Outros estudos mostraram que muita exposição a campos magnéticos e trabalho com metais, especialmente alumínio, aumenta o risco de Alzheimer. A credibilidade de alguns desses estudos tem sido posta em causa até porque outros estudos não encontraram a mínima relação entre as questões ambientais e o desenvolvimento de Alzheimer.

Atitudes simples do dia a dia podem reduzir as chances de desenvolver a doença. Uma delas é reduzir ao máximo o contato de alimentos com o alumínio. Ele está presente em panelas que armazenam as sobras do almoço para o jantar, ou vice-versa. Ao ficarem na geladeira, por exemplo, aos poucos a panela solta pequenas partículas de alúminio que contaminam o alimento, dê preferência por armazenar as sobras em recipientes de plástico, e volte para a panela somente quando for aquecer. Evite também o uso excessivo de papel alumínio para embrulhar os alimentos, sobretudo em lanche para as crianças. Dê preferência por potes de plástico, que além de conservar melhor o alimento sem amassá-lo, evita o gasto com o papel e ajuda a natureza na hora de reciclar, reduzindo o lixo produzido.

Muitas vezes não é possível discernir todas as fases da doença. Pois um paciente que ainda está na primeira fase já pode apresentar dificuldades de locomoção por exemplo, e outro paciente que já se encontra em fase terminal ainda fala com fluencia (embora sejam frases sem sentido nenhum e até mesmo xingamentos).

Em 2009, cientistas do Reino Unido e França anunciaram a descoberta de três genes [clusterina (ou CLU), PICALM e CR1] que poderiam reduzir em até 20% seus índices de incidência na população.[11]
Tratamento

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inibidores da acetilcolinesterase retardam o declínio cognitivo em 40%[12]

O tratamento visa minimizar os sintomas, proteger o sistema nervoso e retardar o máximo possível a evolução da doença. Os inibidores da acetilcolinesterase, atuam inibindo a enzima responsável pela degradação da acetilcolina que é produzida e liberada por algumas áreas do cérebro (como os do núcleo basal de Meynert). A deficiência deacetilcolina é considerada um dos principais fatores da doença de Alzheimer, mas não é o único evento bioquímico/fisiopatológico que ocorre. Mais recentemente, um grupo de medicações conhecido por inibidores dos receptores do tipo NMDA (N-Metil-D-Aspartato) do glutamato entrou no mercado brasileiro, já existindo no europeu há mais de uma década. Um desses medicamentos, a memantina(HEIMER 10 Mg - Eurofarma), atua inibindo a ligação do glutamato, neurotransmissor excitatório do sistema nervoso central a seus receptores. O glutamato é responsável por reações de excitotoxicidade com liberação de radicais livres e lesão tecidual e neuronal. Há uma máxima na medicina que diz que uma doença pode ser intratável, mas o paciente não.

Os medicamentos inibidores da acetil-colesterase são[13]:
Tacrina
Donepesila
Rivastimina
Galantamina
Rivastigmina
Metrifonato

Efeitos colaterais comuns desses medicamentos:
Hepatotoxicidade (30% na Tacrina)
Diarréia
Náusea
Vômitos
Tontura
Fadiga
Insônia
Falta de apetite
Mialgia

Vários desses efeitos colaterais tendem a desaparecer nas primeiras semanas. Eles são mais eficazes no início do tratamento pois conforme o núcleo basal de Meynert vai degenerando restam cada vez menos receptores da acetilcolina. A quantidade deApolipoproteína E e estrógeno são importantes preditores do sucesso terapêutico.[14]
Medicamentos psiquiátricos

Como a depressão e ansiedade são um problema constante no Alzheimer é comum que os médicos prescrevam antidepressivos, principalmente inibidores selectivos da recaptação da serotonina como sertralina (ASSERT e Zoloft) e o citalopram (Cipramil). Porém os estudos demonstrando sua eficácia são bastante limitados, diminuindo a concentração, atenção e o estado de vigília sendo aeletroconvulsoterapia uma boa alternativa.[15] Antidepressivos além de melhorarem o humor, o apetite, o sono, o auto-controle e diminuirem a ansiedade, tendências suicidas e agressividade tem demonstrado também significativamente retardar a degeneração do cérebro.

Os medicamentos antipsicóticos, como o haloperidol (Haldol), têm sido utilizados no intuito de facilitar os cuidados com o paciente, especialmente reduzindo as alucinações, a agressividade, os distúrbios de humor, a anedonia, a apatia e a disforia, que são comportamentos que ocorrem com a evolução da patologia. Os benzodiazepínicos, como o diazepam (Valium), tem sido usado parainsônia, ansiedade, agitação motora e irritabilidade, porém causando sonolência, desatenção e menor coordenação motora (ataxia) o que pode ser um sério agravante.[16]
Novos tratamentos

Estudos indicam que Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) podem servir como proteção contra a demência em usuários crônicos destes fármacos. A relação pode advir da observação de inúmeras substâncias pró-inflamatórias envolvidas na fisiopatologia da doença e diretamente presentes em placas neuríticas; e, emaranhados neurofibrilares, assim como pela ação direta de certos anti-inflamatórios sobre a clivagem de proteína precursora do amilóide.[17] O ibuprofeno (Advil) e a indometacina (Indocid) - mas não onaproxeno (Naprosyn), o celecoxib (Celebra) ou o ácido acetilsalicílico (Aspirina) - demonstraram reduzir os níveis de Aβ acima de 80% em cultura de células49. Como nem todos os antiinflamatórios não-esteroidais apresentaram esse efeito, acredita-se que essa redução ocorreu por um processo independente da atividade antiinflamatória sobre a COX.[18]

Em 2008 um estudo conseguiu desenvolver um meio de reverter alguns sintomas do Mal de Alzheimer em questão de minutos. Uma injeção de etanercepte (nome comercial: Enbrel) na espinha, uma citocina usada no tratamento de problemas imunológicos, atuou inibindo o fator de necrose tumoral alfa (TNF) resultando em melhoras cognitivas e comportamentais quase imediatas.[19]

Em 2011, outro estudo identificou que um defeito no fígado é responsável pelo excesso de produção de amilóide beta. Em testes com animais o uso de imatinib (nome comercial: Gleevec), uma droga usada no tratamento do câncer, resultou em diminuíção de amilóides beta no sangue e no cérebro. Planejam fazer testes com humanos em breve.[20]

A estimulação profunda do cerebro está a ser alvo de estudo na universidade do Canadá com resultados encorajantes.[21]

Em julho de 2012, cientistas do colégio médico de Weill Cornell em Nova Iorque (nordeste dos Estados Unidos) apresentaram um experimento usando o fármaco imunológico Gammagard (também conhecido como imunoglobina intravenosa [22]). Este medicamento, era utilizado como imunossupressor em casos de transplantes e enfermidades do sistema imunológico. Um dos resultados do estudo demonstrou que, os pacientes (número reduzido, nessa parte do experimento) que receberam o medicamento em alta dosagem, não apresentaram deterioração cognitiva e perda de memória durante três anos. [23][24]
Cuidadores

A tarefa de cuidar do idoso precisa ser dividida e compartilhada com outros membros da família e profissionais de saúde para não sobrecarregar uma só pessoa

Conforme a doença avança aumentam as dificuldades para os familiares que se vêem tendo que cuidar, acompanhar e ajudar no tratamento de um familiar que não mais reconhece as pessoas e depende a maior parte do tempo do auxílio de alguém, até para realizar suas necessidades fisiológicas mais básicas. Os cuidadores são fundamentais para o tratamento do idoso com Alzheimer no ambiente domiciliar, mas nem todos os familiares estão preparados física e psicologicamente para conviver e cuidar de alguém que não os reconhece nem valoriza seus esforços. Por isso é importante o acesso às informações sobre a patologia e apoio psicosocial aos cuidadores.[25] E o cuidador de paciente com Alzheimer frequentemente tem que lidar com irritabilidade, agressividade, mudanças de humor e de comportamento.

É recomendado a participação do cuidador em programas de cuidado ao idoso com Alzheimer para esclarecer dúvidas sobre a doença, acompanhar o tratamento, dar apoio psicológico e social para atenuar o esgotamento e o estresse gerados pela convivência com uma pessoa que a cada dia vai precisar de mais cuidado e atenção no ambiente domiciliar.

Os cuidadores são responsáveis pela manutenção da segurança física, redução da ansiedade e agitação, melhoria da comunicação, promoção da independência nas atividades de autocuidado, atendimento das necessidades de socialização e privacidade, manutenção da nutrição adequada, controle dos distúrbios do padrão de sono e transporte para serviços de saúde além das inúmeras atividades diárias de cuidado com o lar.[26]
Custos sociais

A demência, e especificamente a doença de Alzheimer, podem estar entre as doenças mais dispendiosas para a sociedade na Europa e nos Estados Unidos,[27][28] enquanto o seu custo em outros países, como Argentina,[29] na ou Coreia do Sul,[30] é também elevado e crescente. Estes custos irão provavelmente aumentar com a envelhecimento da sociedade, tornando-se um importante problema social. Os custos associados à doença incluem os custos médicos diretos, tais como o de enfermagem home care, custos diretos não-médicos, como acompanhantes, e os custos indiretos tais como a perda de produtividade tanto do paciente como de quem o cuida.[28] Os números variam de um para outro estudo, mas os custos de demência no mundo inteiro foram calculados em cerca de 160 bilhões de dólares,[31], enquanto os custos do mal de Alzheimer nos Estados Unidos podem ser de 100 bilhões de dólares anuais.[28]
Ver também
Demência
Demência vascular, doença que pode ocorrer simultaneamente
Demência com corpos de Lewy, muitas vezes confundida com a doença de Alzheimer
Rember
Referências

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[editar]Ligações externas
Alzheimer Portugal (em português)
ABRAz - Associação Brasileira de Alzheimer (em português)
IBNeuro - Inst. Bras. Neuropsicologia e Ciências Cognitivas (em português)
Centro de Medicina do Idosos HUB/UnB (em português)
Bases atuais da terapêutica (em português)
Doença de Alzheimer: cuidados a ter com o doente (em português)
PolygenicPathways Um banco de dados de genes e fatores de risco envolvidos na doença de Alzheimer


veTranstornos mentais e comportamentais (F00-F99)




quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

O que sao lentes polarizadas


06/03/2012 O que são lentes Polarizadas?
Os óculos de Sol são receitados para dar conforto para quem tem desconforto a luz e proteção para os olhos dos raios ultravioletas UVA e UVB. Os óculos solares comuns reduzem o brilho direto da luz visível, mas não reduzem o brilho refletido. A redução do brilho diminui a fadiga ocular.

As lentes polarizadas são lentes que além de proteger os olhos e dar conforto, também fornecem proteção contra o brilho, ou seja, eliminam o reflexo incômodo que atrapalha a visão no caso de um dia ensolarado, suprimindo a radiação refletida da água, neve, asfalto ou superfícies metálicas. 

São indicadas para as pessoas que permanecem muito tempo ao ar livre e  atletas em busca de alta performance nas mais diferentes modalidades esportivas, como: corrida, skate, motocross,  snowboard, ski, ciclismo, mountain bike, etc..

Além dos benefícios das lentes polarizadas, existem também  armações especiais desenvolvidas para os mais variados esportes de ação.
 
Fonte da notícia: Regina Carvalho e Newton Kara José

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Ofensiva aerea francesa avanca no Mali














Foto: Reuters International - Avião Mirrage 2000

Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2013-01-13/ofensiva-aerea-francesa-avanca-no-mali.html


Ofensiva aérea francesa avança no Mali

Bombardeio mais intenso deste domingo ocorreu na cidade de Gao, na região nordeste. Esse foi o terceiro dia de ataques franceses no Mali

BBC Brasil 

BBC
Aviões de guerra franceses intensificaram a ofensiva no Mali bombardeando cidades no coração do território rebelde, no norte do país. O ataque mais intenso ocorreu na cidade de Gao, na região nordeste. Mas segundo milícias islâmicas, também houve bombardeios nas cidades de Konna, Douentza e Lere.

Reuters
Morador de Bamako usa uma bandeira francesa para mostrar seu apoio à intervenção militar francesa em Mali
A intervenção francesa no Mali começou na última sexta-feira . Ela foi deflagrada depois que milícias islâmicas, que controlam o norte do Mali, iniciaram uma ofensiva em direção ao sul.
A França afirma que seu objetivo é impedir os rebeldes de controlar todo o país. O premiê francês Laurent Fabius disse no terceiro dia de intervenção que o avanço militar islâmico foi contido.
O Ministério da Defesa francês afirmou que neste domingo que caças Rafale destruíram bases militares, campos de treinamento militar e infraestrutura, entre outros alvos em Gao.
A cidade fica a 500 quilômetros a nordeste da linha que separa de fato o norte e o sul do país. Ela é considerada um dos principais bastiões rebeldes.
Segundo testemunhas, parte dos milicianos teria abandonado a cidade após o início dos bombardeios. O governo francês disse que os militantes islâmicos sofreram "pesadas baixas".
Os aviões de caça têm partido de aeroportos militares na França e retornado para lá após cada ataque.
A França recebeu autorização da Argélia para que suas aeronaves sobrevoem "sem limites" seu território em missões de ataque contra o norte do Mali.
Segundo o correspondente da BBC na África, Andrew Harding, os bombardeios fazem parte da preparação do terreno para uma ofensiva muito maior, com massiva participação de tropas terrestres.
Temendo atentados em represália em seu próprio país, o governo francês determinou reforços em edifícios públicos e sistemas de transporte.

Campanhas militares
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Jovens caminham em local de incêndio em mercado de Ngolonina, em Bamako, Mali
A iniciativa francesa de intervir no Mali pegou a comunidade internacional de surpresa. Colônia da França até 1960, o Mali teve seu governo derrubado em março de 2012 em um golpe de Estado. Milícias islâmicas e tradicionais rebeldes Tuaregs secularistas se uniram e aproveitaram a turbulência política para conquistar todo o norte do país.
Sob pressão, os líderes golpistas tentaram algumas vezes passar o governo a civis, mas não conseguiram estabilizar o país. Em agosto, um novo governo de unidade prometeu lançar iniciativas para acabar com a instabilidade na região norte.
Combatentes da milícia islâmica "Movimento por Unidade e Jihad" expandiram seu controle na região, tomando cidades estratégicas, como Douentza, em um movimento em direção ao sul. Eles teriam ainda se voltado contra os antigos aliados Tuaregs e arrebatado sua capital Gao. As potências ocidentais acusam as milícias islâmicas de ligação com a rede extremista Al-Qaeda.
Em dezembro do ano passado, o Conselho de Segurança da ONU deliberou pela instituição de uma missão de paz multilateral de capítulo 7 para retomar o norte do país. Ela seria liderada por países africanos, mas começaria somente em setembro de 2013.
A retomada do avanço rebelde em direção ao sul culminou com a tomada da cidade de Konna, o principal ponto de ligação entre o norte e o sul do país, na quinta-feira.
A reação do presidente francês François Hollande foi ordenar o início da intervenção, com apoio do governo malinês.
Entre quinta e sexta-feira, as tropas do governo, apoiadas pelo poderio aéreo francês e forças especiais em terra, conseguiram entrar em Konna e recapturá-la. Segundo o governo na França, a ofensiva não tem data para acabar.
Tropas
Uma fonte anônima da Presidência francesa disse no domingo à France Presse que as Forças Armadas do país foram surpreendidas pela capacidade de resistência dos rebeldes islâmicos.
"O que nos surpreendeu foi o uso de armamentos avançados e o bom treinamento que eles (rebeldes) tiveram para usá-los".
"No começo pensamos que eles seriam um bando de homens com armas dirigindo suas picapes, mas a realidade é que eles são bem treinados, bem equipados e armados".
A França tem aproximadamente 550 militares baseados na cidade de Mopti e na capital Bamako. Eles devem receber em breve reforços de cerca de 2.000 homens do Níger, Burkina Faso, Nigéria e Togo - além da presença do Exército malinês (uma força considerada pouco treinada).
O chegada de reforços é resultado de uma iniciativa diplomática francesa para obter mais apoio internacional. Os Estados Unidos afirmaram estar enviando equipamentos e sistemas de comunicação.
A Grã-Bretanha anunciou que colaborará com transporte estratégico, mas não envolverá suas tropas diretamente no conflito. "Não há planos para ampliar o envolvimento militar da Grã-Bretanha no momento", disse Mark Simmonds, ministro britânico para a África.
Neste domingo um avião britânico C17, com alta capacidade de transporte de carga, decolou da França levando veículos blindados para o Mali. Ao menos outra aeronave cumpriria missão semelhante.
Baixas
Desde o início da campanha militar, 11 soldados malineses e um piloto de helicóptero francês foram mortos. Um oficial malinês disse no sábado que ao menos 100 militantes islâmicos teriam sido abatidos.
A organização internacional Human Rights Watch afirmou que ao menos 10 civis - incluindo três crianças - foram assassinadas nos combates em Konna Ao menos um outro militar francês de uma equipe de forças especiais morreu em uma ação na Somália supostamente relacionada à campanha no Mali.
Comandos tentaram resgatar um espião francês refém da milícia al-Shabab desde 2009. A incursão foi frustrada pela milícia. O governo de Hollande disse que 17 milicianos, o refém e dois militares morreram.
Um porta-voz da al-Shabab desmentiu a informação dizendo que o refém permanece vivo sob seu poder, assim como um dos militares dado como morto pela França.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Eras Egípcias


Eras Egípcias




A Magia da Civilização Egípcia  é especial e única no mundo. Seus conhecimentos sobre o mundo dos mortos e dos mistérios dos céus, tornaram os egípcios os verdadeiros precursores da Era de Aquarius. Afinal, o nascimento do Egito ocorreu num signo de AR,  assim como a Era na qual estamos entrando agora.

Eras Astrológicas
Sacerdotes de antigas civilizações descobriram um aspecto celestial muito curioso. Eles observaram que a Estrela do Norte trocava de posição constantemente e, após 25.750 anos aproximadamente, ela voltava para sua posição "original", num processo cíclico.
A causa fundamental desta troca de posição é o giro que a Terra faz sobre seu próprio eixo (que tem uma inclinação de 23º 27'), num movimento conhecido como precessão dos equinócios. Esse movimento é lento e leva, mais ou menos, 25.750 anos para completar um ciclo.
Um determinado signo é atravessado  a cada 2.146 anos (25.750 anos dividido por 12 signos) e durante esse período (ou era astrológica), o signo em questão influencia toda a humanidade. A transição de uma era para outra pode durar de 30 a 250 anos.
Esotericamente, cada era astrológica teve seu Avatar, ou grande mensageiro, que trouxe uma nova filosofia de vida para o momento. O Avatar da era de Touro foi Krishna, o de Áries foi Moisés (ou Akhenaton) e o de Peixes foi Jesus. 
Vários povos esperam a vinda de um salvador para esse final de milênio, um Avatar que comandará o Juízo Final,  eliminando todos os vícios da antiga civilização (era de Peixes) e preparando o terreno para um novo mundo (era de Aquarius). Esta idéia ainda é reforçada pelos cristãos que esperam novamente a vinda de Jesus.
Se considerarmos que cada era teve seu Mensageiro Divino, a era que inicia agora (Aquarius) também terá o seu. Os sinais de sua chegada já estão no AR.

As eras astrológicas são:

ERA DE LEÃO  (10.914 até 8.768 a.C.)

O fogo representa a transmutação alquímica necessária para a purificação espiritual. Sua representação é a ave mitológica Fênix que renasce das cinzas, mais pura e mais forte do que antes.
Leão caracteriza aquele (ou aquilo) que está à frente do seu tempo; simboliza o poder real e tem o seu regente Amon-Rá (o Sol).
O ponto marcante da Era de Leão foi o mau uso do fogo (poder material oriundo da avançada tecnologia reinante na época) por parte dos atlantis o que ocasionou os cataclismas (9.500 a.C.) que destruíram o continente perdido descrito por Platão.
Segundo o médium norte-americano Edgard Cayce, a tecnologia moderna é apenas uma redescoberta dos conhecimentos  uma vez existentes em Atlântida. Embora, os atlantis estivessem muito avançados cientificamente, muitos perderam o vínculo com o mundo espiritual, tornando-se escravos de seus desejos e emoções (filhos de Bestial). Isto levou à uma divisão e destruição do continente atlântico.
Na realidade, antes da destruição final de Atlântida, muitos atlantis  migraram para o Egito e foram absorvidos pela cultura local. Sob o comando de um supremo sacerdote de Atlântida, o Egito começou a desenvolver transformações  sociais, éticas, morais e religiosas profundas.
Esotericamente falando, o Egito é um fiel depositário dos conhecimentos sagrados de Atlântida, fato esse que poderia explicar o inexplicável: como um país, encravado no meio de um deserto, pôde construir uma civilização tão avançada e gloriosa enquanto que no resto do mundo as civilizações estavam apenas saindo da barbárie.

ERA DE CÂNCER  (8.767 até 6.622 a.C.)

A água é o instinto, a fertilidade, a mediunidade e a purificação. É o único elemento que não possui representação humana, somente animais (Peixes, Câncer/caranguejo e Escorpião).
Câncer cresce a partir de experiências anteriores e representa, com toda sua exuberância e energia, o verão (hemisfério norte).
Atlântida, civilização ápice da era de Leão, foi destruída pelo mau uso da energia (fogo de Leão) e afundou (purificação pela água de Câncer) num local incerto. Seus sobreviventes precisaram usar as características da água (fusão, mistura,  dissolução e instinto) e saíram à procura de outros lugares para morar(Egito, Índia, Gália, etc.). Essa epopéia é o ponto principal da Era de Câncer: é a reorganização cultural, o dilúvio universal purificador e a renovação espiritual (novas crenças, religiões e deuses).
É interessante notar que praticamente todos os povos do planeta possuem uma lenda ou mito sobre o dilúvio universal  onde a água servia como fonte purificadora das raças. Nesses mitos, toda a civilização pré-diluviana existente era destruída e um novo ciclo de evolução era iniciado com os  remanescentes bárbaros (exatamente o que aconteceu na Era de Câncer).

 ERA DE GÊMEOS  (6.622 até 4.476 a.C.)

O ar represente a liberdade, a elevação espiritual e material do homem. É o único elemento do zodíaco que não possui representação animal.  Ar é o elemento mais humano, capaz de criar sociedades, fazer uniões e relações, ler, escrever, aprender, etc.
Gêmeos é representado por dois pilares que representam a bestialidade e a civilidade que o homem pode alcançar. Esotericamente, representa o portal do conhecimento (Mercúrio/Hermes Trimegistro/Thoth).
A era de Gêmeos foi marcada por grandes adaptações, já que, o homem estava saindo da barbárie (era de Câncer).
Curiosamente, observa-se nesse período a existência de várias lendas e mitos relacionados a irmãos gêmeos, entre eles, ressalta-se: Osíris (civilidade) e Seth (bestialidade) no Egito; Abel (civilidade) e Caim (bestialidade) na mitologia cristã.
Podemos, portanto, considerar o nascimento do Egito como ocorrendo na Era de Gêmeos (início da lenda de Osíris e Seth, num contraste típico desse signo: alto desenvolvimento do Império Egípcio (civilidade) contrastando com o quase-barbarismo dos demais povos do mundo (bestialidade).

ERA DE TOURO  (4.476 até 2.330 a.C.)

A terra representa a percepção a partir de uma realidade própria (o que ela vê é o que ela conhece). Sua preocupação está na concretização de seus desejos básicos de subsistência.
Touro simboliza a matéria, as necessidades básicas, enfim, tudo aquilo que é tangível. É a busca "frenética" pela segurança.
Na Era de Touro a civilização começou a plantar e a cultivar a terra, abandonando a peregrinação e tornando-se sedentária. Como Touro (Terra) é oposto à Escorpião (Água), observa-se uma inter-relação bastante forte entre esses signos: a civilização teve início com o cultivo da terra (touro), estabelecendo-se sempre próxima  a um grande rio ou manancial de água (escorpião).
As grandes religiões ligadas à terra surgiram na Era de Touro. O touro foi um animal adorado em vários lugares, principalmente no Egito, como o boi Ápis e a deusa Hathor. O faraó, como líder religioso, era considerado um deus que se comunicava com as forças espirituais, para trazer prosperidade, segurança e boas colheitas para sua terra.
Como não poderia deixar de ser, as ciências tridimensionais (astronomia, matemática, engenharia, medicina, etc.) começaram seu desenvolvimento em Touro.

ERA DE ÁRIES  (2.330 até 184 a.C.)

O fogo representa a transmutação alquímica necessária para a purificação espiritual. Sua representação é a ave mitológica Fênix que renasce das cinzas, mais pura e mais forte do que antes.
Áries simboliza o nascimento, o início, o despertar de uma nova realidade. É a prepotência, a impulsividade a independência.
Áries foi a Era das guerras, das conquistas e do poder pessoal dos reis e faraós.  As civilizações ligadas à terra (e a Era de Touro) começaram a declinar, entre elas, o Egito.
Nessa era, novos povos começaram a dominar o panorama mundial: judeus, romanos e gregos, entre outros. O sol (símbolo máximo do fogo) é cultuado por várias religiões.
É interessante notar que o Deus do antigo testamento (vigente neste período) era um deus vingativo, masculino e extremamente ligado ao culto do fogo. Foi através de uma "sarça ardente (fogo)" que este Deus manifestou-se para Moisés e ele era glorificado com o sacrifício de carneiros (áries). O próprio Moisés, ao final da era de Touro, quebra um bezerro de ouro simbolizando o fim de uma era e início de outra.
Moisés (Avatar da Era de Áries) tomou uma atitude ativa e decidida ao conduzir os hebreus para a terra prometida, numa postura típica de ariano, isto é, aquele que não aceita ser apenas um assistente dos fatos e circunstâncias, mas sim, deseja (e é) sempre ser  o sujeito principal da ação.
Houve o desenvolvimento de grandes centros de comércio e a metalurgia do ferro tornou-se comum (ferro metal de marte, planeta regente de áries)

 ERA DE PEIXES   (184 a.C. até 1962 d.C.)

A água é o instinto, a fertilidade, a mediunidade e a purificação. É o único elemento que não possui representação humana, somente animais (Peixes, Câncer/caranguejo e Escorpião).
Peixes contém em si a dualidade: o peixe espiritualizado e mártir e o peixe que foge da realidade. É o signo dos visionários, dos futuristas, mas também dos impressionáveis e influenciáveis.
A Era de Peixes é marcada pelo nascimento de Ichthys (peixe) ou Yeshua (salvador), mais conhecido como Jesus. Ele traz a mensagem de um Deus mais bondoso, compreensivo e feminino (típico do elemento água e descrito no Novo Testamento) em contrapartida ao Deus enérgico, irascível e masculino (típico do elemento fogo e descrito no Antigo Testamento) da era anterior, Áries.
A Bíblia cristã é cheia de simbolismo desta era: os apóstolos pescadores, o batismo de Cristo (água), o milagre da duplicação de pães e peixes, etc. Como Jesus é o marco separatório das duas eras (áries/peixes), seus símbolos são o cordeiro e o peixe. Até hoje Cristo é chamado de "o cordeiro de Deus que tirou os pecados do mundo", isto é, redimiu as civilizações da ultrapassada era de Áries e preparou a humanidade para uma nova era que se iniciava (Peixes).
A Era de Peixes aprisionou o Homem em um rígido sistema hierárquico e social (o ter tem mais valor que o ser), do qual ele não conseguiu se libertar.  Este aprisionamento  foi a causa de muitas lutas religiosas que se observaram nesta era. Por ser um signo de água, Peixes  estimulou as conquistas e os descobrimentos  marítimos.
Um signo responde ao "chamado" de seu oposto, portanto, o grande problema da era de Peixes foi o esquecimento de seu signo oposto, Virgem; faltou equilíbrio  no eixo zodiacal Peixes-Virgem, provocando conseqüências desagradáveis para a humanidade.
Durante Peixes - a era da água (o princípio feminino), desenvolveu-se a Igreja Católica que, como grande MÃE,  tinha a função de proteger seu FILHO (o homem) das penalidades impostas pelo severo PAI  (Deus). Um dos símbolos usados pela Igreja para acalmar esse Deus (Peixes)  foi a Virgem Maria, evidenciando o eixo zodiacal Peixes-Virgem de forma bastante acentuada.
É curioso notar que essa mesma Igreja que renega a astrologia tem todo seu simbolismo baseado em princípios astrológicos.

 ERA DE AQUARIUS (1962 até 4.108 d.C.)

O ar represente a liberdade, a elevação espiritual e material do homem. É o único elemento do zodíaco que não possui representação animal.  Ar é o elemento mais humano, capaz de criar sociedades, fazer uniões e relações, ler, escrever, aprender, etc.
Aquário dispensa as aparências externas e toma atitude impessoal e objetiva, típica do elemento ar. Tudo que não pode ser mais aproveitado é eliminado. É a procura pelo universal em contrapartida ao individualismo típico de Peixes.
Na Era de Aquarius, signo do elemento ar, novas formas de tecnologia e pensamento irão se impor ao período anterior, pisciano.  A partir de 1962 podemos sentir uma influência cada vez maior de aquário: ocultismo, ufologia, faculdades extra-sensoriais, engenharia genética, cibernética, antimatéria, ecologia, etc. É o comportamento original, reformador e progressista desse signo de ar.
Aquarius impulsiona para cima e para frente. A busca pela liberdade global e pessoal se fará presente, a conquista do ar (espaço) será determinante na nova sociedade aquariana, assim como a quebra de velhos dogmas e preceitos da era de Peixes, tais como, hierarquia opressora, o ter torna-se mais importante que o ser, o capitalismo e o socialismo, etc.
Nota-se que a humanidade está mudando. Estamos próximos de uma guinada importante na evolução deste planeta. A proposta da nova Era é criar um mundo novo, de Paz e Amor, começando a mudança pelo coração do homem. Não podemos mais deixar que os outros intercedam por nós (como a Igreja fazia em Peixes), mas sim, precisamos tomar uma atitude mais realista e mudar o nosso próprio "eu".
"Quando a Lua estiver na sétima casa
E Júpiter se alinhar com Marte
Então a paz orientará os planetas
E o amor guiará as estrelas
Esse é o nascer da ERA de AQUARIUS"

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Reportagem na TV sobre o ronco

Reportagem na TV sobre o ronco






Caso demore para abrir, confira em

https://www.youtube.com/watch?v=B1qjZ3xfYLo

Veja abaixo no Youtube, muito interessante!


segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

O que e Aurameter

O que é Aurameter?

Fonte: http://www.radiestesia.net/radiestesia/pendulo-dual-rod-aurameter-radiestesia

Aurameter

Aurameter ou aurímetro







Aqui podemos ver o Aurameter, também chamado de Aurímetro. Foi criado por Verne Cameron (1896-1970) originalmente para a prospecção mineral, hoje é utilizado para diversas pesquisas qualitativas envolvendo o campo energético humano. 
Como o instrumento é equilibrado sobre uma mola é muito fácil que ele se movimente, sendo comum os iniciantes confundirem movimentos aleatórios com respostas. 
O Aurameter exige uma certa experiência por parte do operador para que os resultados sejam precisos.
Na foto acima podemos ver a forma correta de empunhar o instrumento.


Para saber mais, clique em Mais informações, abaixo